Tópico Especial: Introdução à Arqueologia


DISCIPLINA: Introdução a Arqueologia

CÓDIGO: HST 5838

Nº DE CRÉDITOS: 04 – 72 horas-aula

HORÁRIO: 5ª. Feira, CFH334


1. EMENTA

Estudo sobre o que é e qual a abrangência da arqueologia em termos temporais e teóricos. Noções básicas sobre o que é cultura material, sítio arqueológico, registro arqueológico. Apresentação de aspectos teórico-metodológicos relacionados às diversas atividades realizadas pelo arqueólogo, com ênfase em campo e laboratório. Discussão sobre como se dá o processo de produção de conhecimento em arqueologia e quais as vinculações da arqueologia com a sociedade contemporânea no que tange aos discursos sobre Patrimônio, Memória e Educação.


2. CONTEÚDO

Arqueologia: narrativa interdisciplinar

Cultura material e seus significados

O trabalho do arqueólogo: entre campo, laboratório e divulgação

Interpretação em Arqueologia

Arqueologia e Sociedade

Arqueologia e Educação


3. AVALIAÇÃO.

a. Resenhas

Serão solicitadas resenhas dos textos a serem discutidos em sala. Cada resenha, quando entregue na data definida, valerá 0,1 pontos, podendo somar até 1,0 ponto na média final

b. Discussões e apresentações em grupo

Serão feitas discussões e apresentações de textos em grupo, as quais poderão valer até 0,5 ponto cada, somando até 1,0 ponto na média final;

c. Prova

Serão realizadas duas provas em sala de aula e sem consulta durante o semestre, cada uma valendo até 4 pontos;

d. A média final será definida pela soma das notas das quatro avaliações acima indicadas


4. RECUPERAÇÃO

a. Deverá realizar uma prova de recuperação o(a) aluno(a) que obtiver freqüência suficiente e média final entre 2,0 e 6,0;

b. A nota final da disciplina será definida pela média simples entre a média final e a nota obtida na prova de recuperação;


PLANO DE ENSINO

Aula 1 – 01 março

Apresentação geral e apresentação do programa

 

Aula 2 – 08 março

O que é Arqueologia?

Textos para leitura:

FUNARI, P. P. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2003. Cap. 1, pp.13-28 e 2, pp.29-54.

BINFORD, Lewis. Em busca do passado. Publicações europa-america, 1983:28-40.

Sugestões de leituras complementares

RAHTZ, P. 1985 Convite à Arqueologia. Imago Editora.

BICHO, N. F. Manual de Arqueologia Pré-histórica. Lisboa: Edições 70, 2006.

 

Aula 3 – 15 março

História da Arqueologia: geral e Brasil

Textos para leitura:

TRIGGER, Bruce. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Editora Odysseus, 2004. Cap. 10: 365-406.

NEVES, EDUARDO GOES. Os índios antes de Cabral: arqueologia e história indígena no Brasil. In Silva, Aracy Lopes e Grupioni, Donizete. Temática Indígena na escola. MEC/MARI/UNESCO, São Paulo: Brasília, 2000:171-196.

Sugestões de leituras complementares

PROUS, Andre. Arqueologia Brasileira, Brasília: Editora UnB, 1992. Capítulo I, pp. 5-23.

BARRETO, C. 1999/2000, A construção de um passado pré-colonial: uma breve história da Arqueologia no Brasil. Revista USP, n.44: 32-51.

 

Aula 4 – 22 março

Cultura Material – perspectivas teóricas

Textos para leitura:

Lima, T. 2011 Cultura material: a dimensão concreta das relações sociais. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, v.6, n.1: 11-24

SILVA, Fabiola 2013 Tecnologias em transformação: inovação e (re)produção dos objetos entre os Asurini do Xingu. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, v.8, n.3:729-744.

 

29 de março não haverá aula

 

Aula 5 – 05 abril

Cultura Material – estudos de caso e discussão em grupo

SILVA, Fabíola 2011 A tecnologia da cestaria entre os Xikrin-Kayapó. Em Silva, F. e Gordon, C. (org.) Xikrin. Uma coleção etnográfica. Edusp, São Paulo, p.173-206.

ISNARDIS, A. 1997 Pinturas rupestres urbanas: uma etnoarqueologia das pichações urbanas de BH. Revista de Arqueologia, v.10:143-162.

ALVES, D. e Schaan, D. Os bancos de cerâmica marajoara: seus contextos e possíveis significados simbólicos. Amazônica (3):108-141, 2011.

BARRETO, C. e Oliveira, E. Para além de potes e panelas: cerâmica e ritual na Amazônia antiga. Revista Habitus, 14(1):51-72, 2016.

GASPAR, Madu. Sambaqui: arqueologia do litoral brasileiro. Jorge Zahar Editor: RJ, 2000.

 

 

Aula 6 – 12 abril

O que é sítio arqueológico?

Formação do Registro Arqueológico: aspectos culturais e naturais

Metodologia I – Trabalho do arqueólogo – campo

Textos para leitura:

RENFREW, C.; BAHN, P. Arqueología: teoria, métodos y practica. Madrid: Akal, 1998. – Capitulo 2  e Capitulo 3

BINFORD, Lewis. Em busca do passado. Publicações europa-america, 1983: Capítulo VII: Gente no espaço em que vive. Pp.179-238.

 

Aula 7 – 19 abril

Metodologia II – Trabalho do arqueólogo – Laboratório (atividade prática)

RENFREW, C.; BAHN, P. Arqueología: teoria, métodos y practica. Madrid: Akal, 1998. – Capítulo 5 e Capitulo 6

GASPAR, MELIAM. A cerâmica Arqueológica na terra Indígena Kaiabi (MT/PA) Dissertação Mestrado, MAE/USPm 2014. Capítulo 2: Cerâmica, Tecnologia e Estilo Tecnológico, p. 24-40. (PDF)

 

Aula 8 – 26 abril

Narrativas sobre coisas e lugares

Textos para leitura:

Silva, Fabíola O passado no presente: narrativas arqueológicas e narrativas indígenas

Heckenberger, Michael. Estrutura, História e Transformação: a cultura Xinguana na Longue Duree 1000-200 DC.In Franchetto, Bruna e Heckenberger, Michael. Os povos do Alto Xingu. História e Cultura. Editora UFRJ, 2001:22-62.

Sugestão leitura complementar

CABRAL, Mariana Petry. No tempo das Pedras Moles: arqueologia e Simetria na Floresta. Tese de Doutorado, UFPA, 2014. Capítulo 2: 38-47. (PDF)

 

Aula 9 – 03 maio

Prova  

 

10 maio  – Semana de História não haverá aula

 

Aula 10 – 17 maio

Arqueologia, Patrimônio e Museus

Textos para leitura:

ALMEIDA, M. B. 2003. O publico e o patrimônio arqueológico: reflexões para a arqueologia pública no Brasil. Habitus, v. 1, n. 2.

FERREIRA, L., RIBEIRO, D., SALLÉS, J. 2011 Arqueologia, Educação e Museus: uma proposta para estágios em História. Arqueologia Pública, n.4:5-12. LABORATÓRIO DE ARQUEOLOGIA PÚBLICA- “De Dinossauros ao Patrimônio”

Sugestão de leitura complementar:

FERREIRA, L.1999 Vestigios de Civilização: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Construção da Arqueologia Imperial (1838-1870)

 

Aula 11 – 24 maio

Arqueologia e Sociedade

Para que e para quem se faz arqueologia?

Formação em arqueologia no Brasil e Regulamentação da profissão

Textos para leitura:

Bezerra, M. 2008 Bicho de nove cabeças: os cursos de graduação e a formação dos arqueólogos no Brasil. Revista de Arqueologia 21(2)139-154.

Silva, F. – Patrimônio arqueológico em terras indígenas: considerações sobre o tema no Brasil

Sugestão leitura complentar:

Almeida, M. 2002 O Australopiteco Corcunda. As crianças e a arqueologia em um projeto de Arqueologia Pública nas escolas. Tese de Doutorado, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.Cap.1: 9-51.1.

Barreto, C. – Corpo, comunicação e conhecimento: reflexões para a socialização da herança arqueológica da Amazônia.

 

31 de maio não haverá aula – corpus christi

 

Aula 12  – 7 de junho (TAAS)

Visita a exposição

Extroversão do conhecimento em Arqueologia – livros, audiovisuais, exposições

Bezerra, M. As cores do passado na Amazônia. O patrimônio arqueológico no artesanato da vila de Joanes, Ilha de Marajó. Amazônica 6(2):418-441, 2014

CARNEIRO, Carla Gibertoni. Ações educativas no contexto da arqueologia preventiva: uma proposta para a Amazônia. 2009. 306 p. Tese (Doutorado em Arqueologia) – Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo.

 

Aula 13 – 14 junho

Patrimônio arqueológico: debate em construção

Ferreira, L. 2013 Essas coisas não lhes pertencem: relações entre legislação Arqueológica, cultura material e comunidades. Arqueologia Pública n.7:87-106.

ABREU, R. 2012 Patrimônio: “ampliação” do conceito e processo de patrimonialização. Em Cury, M., Vasconcellos, C., Ortiz, J. (Coord.) Questões indígenas e museus: debates e possibilidades. Brodowski:ACAM Portinari: Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo: Secretaria do Estado da Cultura (SEC)::28-39.

 

Aula 14 –  21  de junho

Prova

 

Aula 15 – 28 junho

Recuperação


 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BINFORD, L. Em busca do passado. Editora Contexto, 1983.

FRANCHETTO, B. E HECKENBERGER, M. 2001 Os povos do Alto Xingu. História e Cultura. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ.

FUNARI, P. P. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2003.

GAMBLE, C. Arqueologia Básica. Barcelona: Editora Ariel Pré-história, 2002.

LIMA, Tania 2011 Cultura material: a dimensão concreta das relações sociais. Boletim Ciências Humanas do Museu Paraense Emilio Goeldi, v.6, n.1:11-24.

MENESES, U. 1983 A cultura material no estudo das sociedades antigas. Revista de História, n.15:103-117.

RAHTZ, P. 1985 Convite à Arqueologia. Imago Editora.

RENFREW, C.; BAHN, P. Arqueología: teoria, métodos y practica. Madrid: Akal, 1998.

TRIGGER, B. 2004 (2ª. Edição) História do Pensamento Arqueológico. Odysseus Editora, São Paulo, 629p.


BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BICHO, N. F. Manual de Arqueologia Pré-histórica. Lisboa: Edições 70, 2006.

HODDER, I. 1994 Interpretacionesen Arqueologia: corrientesactuales. Barcelona: Crítica, 236p.

JOHNSON, M. 2000 Teoria Arqueologica: una introducion. Editorial Ariel, S.A., 282p.

TRIGGER, B. Arqueologias Alternativas: Nacionalista, Colonialista, Imperialista. In: Traducciones y Comentarios, nº 1: San Juan: Universidad Nacional de San Juan, 1987.

CARNEIRO DA CUNHA, M. 1992 História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.

FAUSTO, C. 2000 Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

PROUS, A. 1991 Arqueologia Brasileira. Ed.UNB.