Arqueologia na Terra Indígena Xokleng
2012 – 2015
Arqueologia na Terra Indígena Xokleng: Território e Memória
Resumo: O presente projeto visa entender a trajetória histórica da formação do território Xokleng em Santa Catarina. Os Xokleng são povos indígenas de matriz cultural Macro-Jê e falantes de uma língua da família Jê, cuja origem é atribuída ao centro-oeste do Brasil (Maybury-Lewis 1979, Urban 1992, Noelli 1999-2000). Arqueologicamente, contudo, as populações indígenas Kaingang e Xokleng são indiferenciadas, sendo conjuntamente sendo chamadas de Jê do sul. Não obstante serem reconhecidamente dois povos distintos linguistica, biológica e culturalmente (Noelli 1999-2000:240-241). Atualmente os Xokleng habitam duas terras indígenas, a T.I. Ibirama-La Klãnõ e a T.I. Rio dos Pardos, ambas situadas no estado de Santa Catarina no bioma da mata atlântica. A pesquisa arqueológica voltada para o entendimento da trajetória histórica da formação de territórios de populações tradicionais praticada de forma colaborativa têm se mostrado como uma importante ferramenta na construção de discursos multivocais, permitindo assim a formação e a incorporação de distintas noções de tempo, espaço, história e memória. Sua realização nos oferece uma oportunidade ímpar na formação de noções mais inclusivas acerca do que é patrimônio cultural e de como ele pode ser vivenciado, preservado, usufruído e gerenciado. O projeto Arqueologia na T.I Xokleng se insere numa corrente teórico-metodológica atual na arqueologia internacional e tem o potencial de contribuir tanto para o aprofundamento do conhecimento acerca das populações indígenas pré-coloniais do sul do país (atualmente identificados como Jê do sul) como para a construção de visões alternativas acerca do patrimônio arqueológico, suas formas de identificação, preservação, fruição e interpretação.
Integrantes: Juliana Salles Machado (coord.), Lucas de Melo Reis Bueno, Fabíola Andréa da Silva, Lucas Bond Reis, Copacãm Tschucanbang, Venhacam Divas Camlem.
Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Apoio: Museu de Arqueologia e Etnologia (MARquE/UFSC) e Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE/USP).





