Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia
  • Bem vindo a página do LEIA!

    Publicado em 24/12/2016 às 16:13

    O Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Arqueologia foi criado em 2011, pelo prof. Dr. Lucas Bueno, no Departamento de História da UFSC. O laboratório integra a linha de pesquisa História Indígena, Etnohistória e Arqueologia do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFSC). Desde 2012, realiza projetos em parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia Prof. Oswaldo Rodrigues Cabral (MARquE).

    –» Para saber maiores informações sobre o laboratório, acesse os botões do menu O LEIA no lado esquerdo da página.
    –» Redes Sociais: Youtube e Instagram.


  • Disciplinas semestre 2020.1 (Remoto)

    Publicado em 23/12/2016 às 12:10

    Atualizado em 03/09/2020
    No semestre remoto 2020, os professores Dr. Lucas Bueno e Dra. Juliana Salles Machado ministrarão a seguinte disciplinas:


  • e-Book Florianópolis Arqueológica!

    Publicado em 27/09/2021 às 14:39

    É com imensa satisfação que anunciamos o lançamento do e-book Florianópolis Arqueológica. O livro, organizado por Lucas Bueno e Lucas Bond Reis, é composto 13 capítulos escritos pelos integrantes do projeto “Florianópolis Arqueológica”. São artigos de síntese e estudos de caso que buscam oferecer ao leitor um panorama do conhecimento relativo ao patrimônio arqueológico de Florianópolis, indicando os principais temas e questões abordadas pela arqueologia.

    O livro foi lançado pela Editora da UFSC está disponível gratuitamente em formato e-book clicando aqui !

    Visite também o site https://floripaarqueologica.com.br/ !

    Para mais publicações do LEIA veja nossas produções bibliográficas na aba à esquerda!


  • Disciplina MAE/USP “Povoamento da América em contexto: o final dos Plesitoceno em uma perspectiva global”- Remoto

    Publicado em 26/08/2021 às 10:46

    No semestre 2021.2 o professor Dr. Lucas Bueno ira ministrar a disciplina “Povoamento da América em contexto: o final dos Plesitoceno em uma perspectiva global” (MAE – ARQ 5101) na modalidade remoto para o programa de pós-graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP). O programa e textos da disciplina estão disponíveis clicando aqui. Para alunos de fora do programa de pós MAE/USP acesse aqui para mais informações de inscrição como alune especial.


  • Vagas para bolsista PIBIC – 2021 – Projeto Histórias às Margens (informações no post!)

    Publicado em 06/08/2021 às 16:19

     

    VAGAS PARA BOLSISTAS PIBIC

     

    O projeto Histórias às Margens: geografias políticas mundiais e fronteiras territoriais indígenas entre os Andes e a Amazônia no período (pré)colonial e suas repercussões contemporâneas (SIGPEX: 201919060), coordenado pela Profa. Dra. Juliana Salles Machado, abre seleção para 01 vaga de bolsista PIBIC para o projeto/plano de atividade descrito abaixo, para o período de 01/09/2021 a 31/08/2022.

     

    Para a inscrição, as/os/es candidatas/os/es devem enviar por e-mail os seguintes materiais:

    1. Histórico escolar;
    2. Uma carta breve explicando seu interesse no projeto e nome completo, CPF, e-mail e telefone.

     

    Podem se inscrever estudantes de História e as inscrições serão aceitas até o dia 12/08/2021 no e-mail juliana.salles.machado@ufsc.br, Assunto: Seleção PIBIC.

     

     

    Será realizada uma entrevista no dia 13/08/2021 a partir das 14:00h. A cada candidata/o/e será enviado o link e horário para entrevista.

     

    Descrição do Plano de Atividades do Bolsista:

    Análise de Fontes Históricas: histórias indígenas na fronteira Andes-Amazônia à época da conquista européia

     

    Objetivos

    A partir de uma abordagem interdisciplinar em torno da História Indígena, esta pesquisa procura compreender as relações estabelecidas entre as populações indígenas Andinas e Amazônicas à época da conquista européia (o último período antes do contato – chamado de pós-classico XIII-XV- e a época Colonial – aproximadamente Séculos XV-XVI) e suas repercussões contemporâneas após a criação de uma “fronteira cultural” no periodo colonial e consolidada ao longo dos anos.

     

    Metolodogia

    Esta pesquisa esta baseada no levantamento e análise de fontes bibliográficas, iconográficas e históricas (documentais) relativas à problemática da área de pesquisa, cujo recorte temporal, espacial e temático foi detalhado no projeto em anexo.

    As fontes históricas serão acessadas online exclusivamente e após sua análise, alguns dados serão sistematizados a partir de um banco de dados. O mesmo procedimento será aplicado às fontes visuais/materiais que serão documentadas a partir seja das fontes primárias, seja da bibliografia pesquisada.

    O bolsista deverá produzir um relatório semestral e um relatório anual contendo os resultados das análises realizadas.

     

    Fontes de Análise

    Para este plano de trabalho, o bolsista deverá concentrar suas atividades em três fontes históricas, que focam as relações Inca-Amazônia:

     

    GUAMAN POMA DE AYALA, Felipe. Nueva Corónica y buen gobierno, 1613. Disponível: http://www.kb.dk/permalink/2006/poma/info/es/frontpage.htm

    GARCILAZO DE LA VEGA, Inca. Los comentarios reales de los incas t. 133-135 [1609, 1617]. Madrid: Biblioteca de Autores Españoles, 1960-65.

    ARMENTIA, NICOLÁS. Navegación del Madre de Dios: viaje del padre Nicolás Armentia. 1845-1909. La Paz : Impr. de “La Paz”, 1887.

     

    Para compreender o contexto e a problemática da pesquisa serão selecionadas algumas referências bibliográficas que se debruçaram sobre as populações indígenas na região da pesquisa, a saber:

     

    Saignes, 1985, 1986; Donald Lathrap 1970; Gott 1993; Parssinen et al 2003; e Schaan 2012. Também serão analisados os dados resultantes de pesquisa etnográfica entre as populações indígenas da região, tais como: Nimuendaju 2004; Carneiro da Cunha 1992; Steward 1946-1950; Santos Granero, Descola 2006; e Mendes dos Santos 2011. 

     

     

    Cronograma de Atividades para o Bolsista 1:

     


  • DEFESA MESTRE INDÍGENA

    Publicado em 18/06/2021 às 10:55

    No dia 17 de junho nossa aluna Laklãnõ Xokleng Walderes Coctá Priprá defendeu seu Mestrado aqui em nosso Programa de Pós-Graduação em História, tendo sua dissertação sido aprovada sem alterações pela banca, composta pela Profa. Dra. Fabíola Andrea Silva da USP e a Profa. Dra. Luisa Tombini Wittman da UDESC, além da Profa.Dra. Evelyn Zea do Departamento de Antropologia da UFSC como suplente.

     Walderes é a primeira indígena a defender um mestrado em nosso programa, após termos aprovado as cotas para indígenas. É também uma das poucas Mestres Indígenas em História no Brasil. Em arqueologia, tema que ela aborda em sua dissertação, ela é a primeira indígena a defender um título no âmbito da pós-graduação. Ela já é uma referência para pensar uma história indígena de longa duração escrita por eles próprios.

     Esta conquista foi assistida ontem por uma sala cheia – contamos com mais de 63 pessoas online, sem contar que na terra indígena a defesa foi projetada nas casas e escolas para os parentes poderem participar, tendo sido feito um ritual para uma boa fala antes da defesa.

     Sua defesa ocorre em um momento político de extrema gravidade para as populações indígenas, já que é justamente nesta semana que estão sendo votados no STF o PL 490 que na prática inviabiliza a demarcação de terras indígenas, legitima o chamado “marco temporal” – ação inconstitucional que não reconhece o direito originário dos povos indígenas às suas terras tradicionais – e tem repercussão direta na demarcação da Terra Indígena Laklãnõ Xokleng, já que concomitante a votação deste PL, corre esta semana a votação no STF do Recurso Extraordinário (RE) 1.017.365, que discute a demarcação da Terra Indígena (TI) Ibirama-Laklãnõ, do povo Laklãnõ Xokleng aqui de Santa Catarina, determinado como tendo repercussão geral, que significa que o julgamento desse caso servirá de diretriz para os demais processos envolvendo demarcação de terras indígenas em todo o país.

     Apesar de não vinculado diretamente com as ações que correm no STF, pesquisas acadêmicas sobre o passado indígena de uma maneira geral, e Laklãnõ em específico, especialmente esta que trata dos lugares de memória, seu território tradicional antes do contato com os brancos, são passos importantes para mudarmos a narrativa histórica ainda tão arraigada  sobre as populações indígenas deste Brasil.


  • Convite para defesa de dissertação de Mestrado de Walderes Coctá Priprá

    Publicado em 07/06/2021 às 18:12

    É com imensa alegria que convidamos a todes a participar da defesa de dissertação de Mestrado de Walderes Coctá Priprá intitulada: “Lugares de Acampamento e Memória do povo Laklãnõ/Xokleng, Santa Catarina”, no dia 17 de junho, as 14h, link no cartaz.

     


  • Palestra Online: Por Histórias Indígenas: o povo Makurap e o ocupar seringalista na Amazônia Dra. Roseline Mezacasa

    Publicado em 07/06/2021 às 18:08

    Com muita satisfação que fazemos o convite a palestra online ‘Por Histórias Indígenas: o povo Makurap e o ocupar seringalista na Amazônia” com a Dra. Roseline Mezacasa (Docente do Departamento de Educação Intercultura DEINTER-UNIR). A palestra versará sobre a pesquisa desenvolvida em sua Tese defendida no Programa de Pós-Graduação em História da UFSC na linha de pesquisa História Indígena, Etnohistória e Arqueologia.

    A palestra será dia 10 de junho quinta feira às 16 horas no canal do Youtube do LEIA.

    Para acessar nosso canal de Youtube clique aqui!


  • Leia na Sexta “Estilo de vida de pescadores-caçadores-coletores sob uma perspectiva ecossistêmica – Análise Arqueozoológica do Sítio Rio do Meio/SC” Dr. Simon-Pierre Gilson

    Publicado em 09/03/2021 às 18:50

    Convidamos para a palestra com o Dr. Simon-Pierre Gilson “Estilo de vida de pescadores-caçadores-coletores sob uma perspectiva ecossistêmica – Análise Arqueozoológica do Sítio Rio do Meio/SC” que ocorrerá em espaço online no dia 12 de março de 2021 às 16 horas. Dr. Simon-Pierre Gilson é Pós-doutorando no PPGH/UFSC e pesquisador associado ao LEIA e sua apresentação versará sobre os resultados de sua tese defendida no Museu Nacional -UFRJ.
    O link para apresentação clicando aqui.


  • Parabéns Doutora Roseline!

    Publicado em 01/03/2021 às 18:37

     

    No dia 25 de fevereiro foi realizada a defesa de doutorado de Roseline Mezacasa com o título “Por Histórias Indígenas: o povo Makurap e o ocupar seringalista na Amazônia”. A banca contou com a participação de: Prof.Dr. Edson Kayapó (IFBA); Prof.Dr. Felipe Van Velden (UFSCAR); Prof.Dr. Jorge Eremites Oliveira (UFPEL);  e Profa. Dra. Evelyn Schuler Zea (UFSC)e teve sua excelência destacada como uma importante contribuição para a História Indígena no Brasil. Parabéns Doutora Roseline pela importante conquista!

     


  • Divulgação da defesa de Doutorado da Roseline Mezacasa

    Publicado em 08/02/2021 às 19:45

    Convidamos a todos para defesa de Tese de Roseline Mezacasa. Será dia 26 de fevereiro ás 14 horas (horário de Brasília) via plataforma Meet.

    O ambiente online poderá ser acessado clicando aqui!


  • Nota de repúdio à homenagem feita a Natale Coral, assassino de indígenas (que “trazia a orelha dos índios na salmoura, só pro riso”)

    Publicado em 08/02/2021 às 19:33

    Nota de repúdio à homenagem feita a Natale Coral, assassino de indígenas

    (que “trazia a orelha dos índios na salmoura, só pro riso”)

     

    A equipe de coordenação do curso Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica recebeu com indignação a notícia que na noite de 28 de dezembro de 2020, Nova Veneza, cidade sul catarinense, inaugurou uma praça em homenagem a seu fundador, Natale Coral.

    Nascido na Itália em 1859 e falecido no Brasil em 1911, Natale Coral é figura reconhecida em Nova Veneza, por sua fundamental contribuição à formação da colônia.
    De acordo com o Portal Veneza (portalveneza.com.br) a obra será completada com um memorial, duas rosas dos ventos e “Na parte superior, na posição vertical uma baliza topográfica em forma de flecha, representará o povo indígena que vivia nestas terras.”
    Em um momento histórico no qual  pelo mundo todo vemos a remoção e o questionamento acerca de monumentos em homenagem a  ditos “heróis”, responsáveis por atos genocidas do passado, ao receber a notícia desta homenagem nos perguntamos: Por que? Para que? A homenagem a Natale Coral em praça pública nos parece um negacionismo histórico dos crimes cometidos pelo fundador, e nos provoca novamente o questionamento sobre o lugar dos ditos “heróis” na nossa sociedade atual. A referência genérica a um povo indígena colocado no passado é mais um indício da continuidade da disseminação de visões racistas. A flecha equivale a uma enevoada lembrança do passado da região? Indígenas? Qual povo indígena?

    Trata-se daqueles que os imigrantes e seus descendentes denominaram pejorativamente como bugres. Trata-se, em realidade, dos Laklãnõ-Xokleng, povo caçador, pescador, coletor, que à época vivia em grupos num imenso território de ocupação abrangendo desde o Rio Grande do Sul ao Paraná. Sim, eram ocupantes que antecederam os imigrantes desbravadores do sul catarinense e que atualmente vivem no Alto Vale do Itajaí e norte do Estado, nas Terras Indígenas Laklãnõ e Rio dos Pardos. São um povo com história de longa duração.

    E que associação há entre Natale Coral e indígenas que o município quer que sejam lembrados na praça em sua homenagem?

    Relatos e registros enunciam que o homenageado era um dos “bugreiros”, caçadores de índios, figuras que protagonizaram horror e morte nos acampamentos Xokleng, entre fins do século XIX e início do século XX. Essa conduta bárbara não condiz com civilidade, com humanismo. Não condiz com homenagem póstuma. Praças, estátuas, bustos são formas de solidificar símbolos e assim dar continuidade a memórias, fortalecendo visões e narrativas históricas. Os fatos históricos não mudam, mas nós podemos mudar quem escolhemos como heróis para o nosso presente e para o nosso futuro.

    Escreveu o professor historiador e antropólogo Silvio Coelho dos Santos, da UFSC, referência na Etnologia Indígena brasileira, sobretudo a partir de suas pesquisas junto aos Xokleng a partir da década de 1960, falecido em 2008: “No sul do Estado, Natal Coral, Maneco Ângelo e um tal Veríssimo, entre outros, tornaram-se famosos como líderes das ‘batidas’ e pela violência com que assaltavam os acampamentos dos índios” (SANTOS, 2007, p. 75). Relatou Ireno Pinheiro, famigerado “bugreiro” que atuou em outras regiões de SC, como Santa Rosa de Lima: “Besteira foi o que fez o Natal Coral. Quando voltava de uma batida, trazia a orelha dos índios na salmoura, só pro riso. Mas depois os colonos só queriam pagar com a prova das orelhas, e ele se aborreceu, parou até que os índios já estavam ficando cada vez mais raros” (SANTOS, 2007, p. 118).

    Há ainda outros nomes de bugreiros, como Zé Domingo e Martinho Marcelino de Jesus (conhecido como Martin Bugreiro), este último lembrado e temido no Vale do Itajaí. Seus próprios relatos são aterrorizantes, inconcebíveis, inadmissíveis, a expressar verdadeiro genocídio.

    Temos, portanto, uma nova praça em Nova Veneza que comemora um “bugreiro”. São estes símbolos, estas memórias que os cidadãos e turistas que chegam em Nova Veneza querem carregar para o seu futuro? Visões de genocídio, visões racistas? Temos um povo indígena que tenazmente sobrevive, lembrando o que os antepassados relataram sobre os bugreiros. E temos, a rigor, um novo tempo a solicitar reconhecimento da história e atiçamento da memória. A requerer indignação, revolta e austeridade frente aos fatos, à atrocidade. Qual patrimônio histórico queremos referenciar para o nosso futuro?

    É tudo e nada. Tudo a aprender e se posicionar. Nada a se omitir e negligenciar.

    Referência bibliográfica

    SANTOS, S. C. dos. Ensaios oportunos. Florianópolis: Academia Catarinense de Letras,

    2007.

     

    Coordenação da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul do Mata Atlântica

    Universidade Federal de Santa Catarina

    Manifestações de Apoio à Nota de Repúdio

    1. Departamento de História/UFSC
    2. Departamento de Antropologia/UFSC
    3. PPGA/UFSC
    4. Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH)/UFSC

     

    fonte: https://licenciaturaindigena.ufsc.br/